Quando penso em 2014, ano da Copa do Mundo, quando foi lançado o livro lá no Sesc, numa noite memorável em 2014, o De Paula falava para mim desse museu, queria criar um museu, sonho de criar um museu esportivo. E eu confesso, fiquei preocupado, porque quando se fala no museu físico, de objetos, né? É uma coisa monstruosa, universal, gigante. E a gente sabe como seria assim… Eu pensava que fosse apenas um sonho, mas não, era uma realidade, era um objetivo dele, ele queria mesmo. E as coisas foram acontecendo, e quando a gente mal observou, mal deu tempo, o museu estava aí, né? O Museu Esportivo de Maringá. que não é só de Maringá, é da região, e depois você percebe que não é só da região, ele é do país, né? Porque ele começa a receber visitas, doações, tudo a respeito do esporte. E virou uma referência, né? Hoje é um dos nossos principais museus aqui da cidade. E é um museu, lembra-se, é um museu particular, ele vive com, trabalha correndo atrás mesmo da participação da iniciativa privada, das doações, das amizades. e, sobretudo, da credibilidade. Eu acho que é coisa muito importante, porque a gente sabe que Antônio Roberto de Paula faz um trabalho sério, sempre foi uma pessoa bem querida na sociedade maringaense. Ele é a cara dessa cidade. Se eu for para algum canto e lembrar de uma personagem, de uma pessoa que lembre a cidade, é o De Paula. Ele está muito envolvido com a cultura local, com esporte local, né? Com jornalismo local. E eu tenho o maior prazer de tê-lo como amigo. Ele, a Simone, na verdade é uma lady, né? E uma pessoa, um casal, assim, que a gente sabe que a cidade produz filhos bonitos, filhos bacanas, filhos, assim, muito importantes para preservação de sua memória. para respeitar a cidade e para elevar todo o conceito cultural, toda a história do município dentro das paredes desse museu. Esse museu que não para de crescer. Está ficando pequeno, está cheio de objetos para serem exibidos de forma até sazonais, porque acho que a curadoria do De Paula aí cada vez mais tem que ser complexa e cada vez mais tem um pouco mais da, que eu diria, dessa maestria? De tentar fazer, organizar esse verdadeiro, essa verdadeira biblioteca. Esse verdadeiro museu vivo que tanto nos representa. Quando a gente tem um sábado de manhã, você quer refrescar a memória, você quer ou conhecer coisas novas você vai ao museu e é sempre bom lembrar que temos um museu de portas abertas e é sempre bom lembrar que temos um museu esportivo de Maringá e que esse museu é do Antonio Roberto de Paula e não é só dele é de todos nós.

Marcelo Bulgarelli, jornalista

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