Do virtual ao real – As exposições itinerantes do MEM – Em resposta ao interesse crescente pelo Museu Esportivo de Maringá, ampliado pelas redes sociais em 2015, promovemos a exposição itinerante chamada Maringá Futebol Memória com lançamento em 22 de novembro de 2016. A mostra, que percorreu diversos pontos da cidade, exibiu uma seleção rica de memorabilia esportiva, incluindo camisas, faixas, flâmulas, jornais e fotografias, destacando a trajetória do futebol amador, profissional e do futsal maringaense. Após a estreia na Casa de Bamba, a exposição foi para a Biblioteca Pública Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, e em seguida, ocupou o hall de entrada da Câmara Municipal de Maringá, o Shopping Cidade, e o Hotel Metrópole Maringá e o Edifício Metrópole. Em julho de 2017, o Museu Esportivo de Maringá se instalou na sobreloja no prédio da Rua Pioneiro Domingos Salgueiro, nº 1415, Jardim Guaporé. Em outubro, o espaço foi oficialmente inaugurado como a sede do Museu Esportivo de Maringá, com um acervo significativamente ampliado, marcando um novo capítulo na preservação da memória esportiva da cidade.





Janeiro – De Paula recebe pioneiros na Exposição Maringá Futebol Memória, na Biblioteca Bento Munhoz da Rocha Neto, e faz entrevistas para crônicas dos livros Maringá 70 anos – volumes 1 e 2 publicados pela Unicesumar. Pioneiros Entrevistados: Enoch Afonso de Carvalho (1935-2024), Edgar Werner Osterroht (1934-2020), Britinho, Pastor Nilton Tuller, Lauro Fernandes Moreira (1934-2024), Antonio Mario Manicardi – Nhô Juca (1925-2022 ), Alcides Siqueira Gomes (1947-2018), Arlene Lima, Kenji Ueta (1927-2020), Célia Alcântara Rosa, Dari Pereira, Sérgio Bertoni, Mario Shinnai – China, Ayres Pedralli e Izaltino Machado.















Dezembro de 2016 a 27 de janeiro de 2017 – Exposição Maringá Futebol na Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto.







3 de fevereiro a 28 de fevereiro – Exposição do MEM na Câmara Municipal de Maringá.




9 de março a 24 de abril – Exposição do MEM no Shopping Cidade





27 de abril a 5 de junho – Hotel Metrópole e Centro Empresarial Metrópole é o local da exposição do MEM





6 de maio – Celso Corrêa doa para o nosso acervo a camisa número 9 do Grêmio de Esportes com a qual Itamar fez o gol do título Paranaense do Grêmio de Esportes Maringá em 1977
(Crônica de Antonio Roberto de Paula, 07.05.2017)
Uma história rápida (?) e emocionante (pelo menos para mim). Uns dias atrás, o eterno artilheiro do Grêmio de Esportes Maringá, Itamar Bellasalma, meu amigo, autor do gol do título do clube maringaense em 1977, me ligou:
– “Sabe o professor Celso?
– Sei, sim
– Ele vem pra Maringá e quer se encontrar comigo e com você. A camisa do Grêmio que eu dei pra ele, ele quer dar pro Museu Esportivo.”
Fiquei emocionado. Uma grande relíquia da história do futebol de Maringá estava chegando às minhas mãos, trazida pelo Celso Corrêa, amigo pessoal do Itamar, professor de psicologia, um apaixonado pelo esporte. Uma relíquia guardada por 40 anos com todo esmero e carinho.Fiquei quieto sobre o presente, não comentei com quase ninguém, vai que ele se arrepende. Que nada! Celso mandou mensagem na semana passada dizendo que estaria em Maringá no sábado (6) e que tinha um presente pra mim. Ele mora em São Manuel, no estado de São Paulo. Encontro marcado no Hotel Bristol, hoje Hotel Metrópole Maringá, às 8 da manhã, onde está a Exposição Maringá Futebol Memória. Tudo certo. Um imprevisto. Eu não poderia, tinha uma reunião às 9 que eu fiquei sabendo depois de confirmar com o Celso. Ele, compreensivamente, concordou para as 11 horas. Cheguei no horário. Lá estava ele com sua esposa Romilda e um pacote. Logo chegou o Itamar. Brincadeiras, cafezinho, bate-papo, o Helton Bertoni, do hotel, pegou meu celular para fazer fotos. Fomos desembrulhando o pacote. O Celso colocou em um quadro entre vidros, possibilitando ver frente e verso, a camisa do Itamar, a número 9, com a qual ele fez o gol de falta no empate em Curitiba, no Couto Pereira, dia 2 de outubro de 1977. Difícil sair lágrima daqui, mas abracei o Celso com grande emoção, agradecendo a confiança, abracei a Romilda, abracei o Itamar como se estivesse abraçando o time todo daquela épica conquista que acompanhei apaixonadamente junto com os amigos Nivaldo Gongora Verri, Mario Sergio Recco, Miguel Grillo, Edson Cemensati e Edson Luiz Matias. Voltamos para aqueles dias naquela conversa. O Juninho Palpite apareceu, fez fotos na calçada com a gente. O Ananias Rodrigues também. O gerente do hotel, o Wilian Galina, chegou pra saber que novidade era aquela. Fizemos mais fotos, dei o livro Futebol – Recortes de uma paixão para o Celso e para o Itamar, abracei todo mundo de novo. A Romilda disse que gostou do título do livro. Um carro passou e buzinou. Certeza que era para o Itamar. Em qualquer lugar de Maringá, alguém o reconhece. Saí carregando um símbolo da história do futebol de Maringá. Entrei no carro agradecido a Deus e ao mesmo tempo pensando na responsabilidade que tem aumentado cada dia com as peças históricas doadas pelos amigos para o Museu Esportivo. Como disse para o Celso na oportunidade, repito agora convictamente: assim como as demais camisas, as faixas, livros, jornais e fotografias, a histórica camisa 9 do Itamar vai estar sempre em boas mãos. No carro, enquanto ia buscar a Simone para almoçar em casa, ouvia o Fala Mansa. Junto com o sorriso, uma feliz lágrima parecia querer chegar. Obrigado, Celso! Obrigado, Itamar! Obrigado, Amigos do Museu Esportivo.
“Se um dia alguém mandou
Ser o que sou e o que gostar
Não sei quem sou e vou mudar
Pra ser aquilo que eu sempre quis
E se acaso você diz
Que sonha um dia em ser feliz
Vê se fala sério
Pra que chorar sua mágoa
Se afogando em agonia
Contra tempestade em copo d’água
Dance o xote da alegria”
(O querido amigo Celso Corrêa faleceu no dia 26 de agosto de 2022, na cidade paulista de São Manuel, vítima de um infarto.)



8 de maio – Museu Esportivo participa do histórico desfile de aniversário dos 70 anos de Maringá – Numa manhã luminosa, o Museu Esportivo fez história. No desfile comemorativo aos 70 anos de Maringá, a história do futebol da cidade foi contada por esportistas, familiares, amigos, ex-jogadores profissionais e amadores e alunos da EJA (Escola de Jovens e Adultos), que vestiram camisas dos anos 40, 50, 60, 70 até atuais. As faixas de equipes campeãs também estiveram no desfile. Na frente, um banner com a imagem do SERM, o primeiro clube de Maringá, e a frase: “A cada dia a bola segue fazendo história”.







Livros Maringá 70 anos – volumes 1 e 2 – Numa publicação da Unicesumar, os livros “Maringá 70 anos” volumes 1 e 2 foram lançados em maio de 2017 e maio de 2018. O trabalho foi realizado por Antonio Roberto de Paula, Dirceu Herrero Gomes, Miguel Fernando e Rogério Recco, com a organização do reitor da Unicesumar, Wilson de Matos Silva e o apoio da equipe da instituição: Lissânder Amaral, Loide Caetano, Wall Barrionuevo e Gilson Aguiar. A diagramação foi de Carlos Carlos Alexandre Venâncio. A produção, com reuniões para tomada de depoimentos e entrevistas, teve início em 2016.




25 de junho de 2017, a primeira equipe de veteranos do Museu Esportivo de Maringá; os jogadores, nomes conhecidos do futebol amador de Maringá, e o uniforme era da equipe do Vô Charles, de Clodemir Carniel.

15 de Julho – Museu Esportivo começa a ser instalado no Jardim Guaporé, rua Pioneiro Domingos Salgueiro, nº 1415.

23 de agosto – Custódio André Neto, o Jacaré, craque do futebol amador e do futsal, e Ciska, José Gonçalaves de Oliveira, campeão pelo Grêmio Esportivo Maringá, foram convidados pelo Museu Esportivo para participarem das reuniões com pioneiros maringaenses na Unicesumar para a elaboração do livro Maringá 70 anos, publicação da instituição.

Um canto alugado para chamar de nosso – Inauguração do espaço físico na rua Pioneiro Domingos Salgueiro – No dia 30 de outubro de 2017 foi inaugurado o espaço físico do Museu Esportivo de Maringá na rua Domingos Salgueiro, 1.415, Jardim Guaporé, esquina com a Avenida Carlos Borges.
A inauguração teve a presença de autoridades do Município, atletas, ex-atletas, esportistas, colaboradores e profissionais da imprensa. Já na abertura, mais de mil peças, entre camisas, fotografias, flâmulas, canecas, jornais, livros, revistas, entre outros itens, estavam em exposição.
Texto de Antonio Roberto de Paula publicado um dia antes da inauguração
Nesta segunda-feira (30) vamos inaugurar a sede do Museu Esportivo de Maringá. Os últimos dias têm sido de muito trabalho, muitos desafios. Dias tensos, cansativos. Mas a confiança sempre em alta. Faltam algumas horas para abrir as portas do Museu. Fico lembrando todos os acontecimentos que culminaram com a inauguração. Desde 2011, quando fizemos o documentário sobre os 50 anos do futsal de Maringá, o recorde mundial da partida mais longa (com a chancela do Guinness Book), depois o programa CBN Futebol Memória, o grupo de amigos no Facebook (Amigos do Museu Esportivo), o livro “Futebol – Recortes de uma paixão”, a Exposição Itinerante Maringá Futebol Memória, o reencontro com tantos amigos da cidade e de fora. Reforçando amizades, criando novas. O apoio e o carinho das pessoas, a confiança no projeto, as palavras de incentivo, as doações de camisas, faixas, troféus, fotografias, documentos. Tudo muito gratificante, que fortalece, anima, impulsiona. Amigos chegando, amigos que partiram desta vida que deixaram saudades eternas. Dou outro recuo no tempo. O início no jornalismo trabalhando com esporte, amizades nas redações de jornais e nos estúdios de rádio e TV. Aprendendo. Aprendendo até hoje. Lendo, vendo e ouvindo e concluindo que a gente sabe muito pouco. O trabalho em assessorias. Outro aprendizado. Mais uma experiência. Mais amizades que o tempo só vai deixar mais enraizadas. Agora, depois de doze horas tentando dar os últimos retoques no Museu (certamente que faltam muitos, muitos retoques e sei que ele nunca ficará pronto), veio o cansaço e a alegria de superar mais uma etapa. Preocupado com o novo desafio, mas tendo a mão de Deus a guiar, a colocar anjos comigo, como a companheira Simone, que sempre acredita. Tantos outros anjos. Então, fica martelando a palavra “gratidão”. Imagens de tantas pessoas surgem quando pronuncio “gratidão”. Grato, para sempre grato, vou dizendo a cada um, a cada uma. Grato a todos que, de uma forma ou de outra, tornaram possível este sonho. Deus abençoe todos nós.








30 de outubro – Reynaldo Costa faleceu em 25 de junho de 2018, aos 82 anos. Ele esteve no Museu Esportivo de Maringá, na inauguração do nosso espaço físico no Jardim Guaporé. Tudo que nos rodeia é simbólico, matemático e geométrico.” É com esta definição que Reynaldo Costa justificava o próprio interesse por bandeiras e brasões. Foi ele que, em 1964, quando trabalhava como desenhista gráfico, venceu o concurso, realizado pela Prefeitura, que definiu a bandeira e o brasão de Maringá. (Informação da Prefeitura de Maringá). Reynaldo Costa era o responsável pelo acervo do Museu Histórico da Cocamar. Quando esteve no MEM, ele elogiou a iniciativa da criação de um espaço histórico ligado ao esporte e se colocou à disposição para ajudar no que fosse possível. Era um apaixonado pela história e pela Cidade Canção.

25 de novembro de 2017 – De Paula e Airton Donizete, jornalista especializado em pautar personagens da história maringaense e de outras partes do país, estiveram com os laterais do Grêmio Esportivo Maringá, Oliveira e Eraldo (que também atuou no Maringá Esporte Clube, entre outras equipes profissionais), pessoas queridas que fizeram a alegria do torcedor, numa recepção com muito carinho e alegria, assim como seus familiares. Intermediado por De Paula, Donizete entrevistou os ex-jogadores para a revista Tradição, do nosso amigo Jorge Fregadolli, parceiro do MEM. Eraldo faleceu no dia 11 de maio de 2018 e Oliveira, o Oliveirão, em 15 de dezembro de 2020.


4 de dezembro – Com o apoio da ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá), recebemos grandes nomes do esporte nacional: Vanderlei Cordeiro de Lima, maratonista brasileiro, bicampeão dos Jogos Pan-americanos, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e o único latino-americano outorgado com a Medalha Pierre de Coubertin, a maior condecoração de cunho humanitário-esportivo concedida pelo Comitê Olímpico Internacional; Alex Santos, que disputou duas Copas do Mundo pela seleção do Japão, em 2002 e 2006; Emanuel do vôlei de praia (competiu em cinco olimpíadas, campeão olímpico em Atenas 2004, medalhista de bronze em Pequim 2008 e de prata em Londres 2012); e o repórter-atleta Clayton Conservani, da Rede Globo.











29 de dezembro – Acompanhado do seu amigo Roderley Geraldo de Oliveira, Klinger Ramos, o Zuring, esteve no Museu Esportivo. Na oportunidade, ele doou um quadro do time bicampeão paranaense de 1964, o Grêmio Esportivo Maringá. Zuring e Roderley atuaram e foram destaque naquela histórica equipe.




