6 de fevereiro – O prefeito de Maringá, Ulisses Maia, esteve visitando o Museu Esportivo de Maringá acompanhado do secretário de Esportes do município, Walmir Fassina, dos vereadores Mário Verri (PT) e Onivaldo Barris e assessores da Prefeitura e da Câmara Municipal. Ulisses foi recepcionado pelo diretor do MEM, Antonio Roberto de Paula, a gerente Simone Labegalini e por ex-atletas do Grêmio Esportivo Maringá, do Grêmio Esportivo Maringá, de equipes amadoras da cidade, por jogadores de categorias de base e pelo grupo de colaboradores do Museu. Desde o lançamento do Projeto Museu Esportivo com o apoio cultural da Viapar, tendo o lançamento ocorrido em 2016, na Casa de Bamba, com a Exposição Itinerante Maringá Futebol Memória, o prefeito, que na ocasião ainda não havia tomado posse, tem sido um entusiasta da iniciativa. Em 2017, o município cedeu o espaço da Biblioteca Central Bento Munhoz da Rocha Neto para a mostra de peças históricas, e no aniversário de 70 anos de Maringá, em maio, o Museu Esportivo foi convidado para o desfile comemorativo.
De Paula lembrou estes fatos ao discursar, agradecendo o apoio da Prefeitura e do empenho pessoal do prefeito. Ulisses parabenizou a direção e a equipe de colaboradores e disse ter ficado impressionado com a quantidade de peças e a importância delas para a cidade. “Estão todos de parabéns por este trabalho maravilhoso de resgate da história. Eu me coloco à disposição para apoiar os projetos do Museu Esportivo, podem contar comigo”, afirmou o prefeito.Em todas as dependências do MEM, o prefeito se interessou em saber detalhes das relíquias expostas. A camisa do Esporte Clube Operário, time do bairro onde Ulisses passou a infância, a Vila Operária, lhe chamou a atenção. A velha camisa, da década de 1960, foi doada por Custódio André Neto, um dos melhores jogadores do futebol amador de Maringá e que atuou na tradicional equipe da Vila Operária.
Ulisses se deteve por um bom tempo na parede destinada ao título do Campeonato Paranaense do Grêmio de Esportes Maringá conquistado em 1977. Ele contou que na época era um menino de 8 anos, apaixonado por futebol, assim como toda a sua família, o pai, Eustatios Kotsifas, o Grego, fanático torcedor do Grêmio Maringá e, por isso, aquele título é inesquecível. Antes, na entrada do Museu, o prefeito quis informações do painel com o time bicampeão do Paraná, em 1963-64, o Grêmio Esportivo Maringá. Na foto, doada pela Unicesumar está Roderley Geraldo de Oliveira, um dos jogadores mais festejados da história do futebol profissional de Maringá. E foi justamente Roderley quem falou em nome dos amigos do Museu Esportivo, dando boas vindas ao prefeito e agradecendo pela visita.







9 de fevereiro – Antonio Roberto de Paula entrevista o pioneiro maringaense Lauro Fernandes Moreira, um dos primeiros jogadores do SERM (Sociedade Esportiva Recreativa Maringá), primeiro clube de Maringá. Lauro, filho de Napoleão Moreira da Silva, faleceu em 20 de abril de 2024, aos 90 anos. A entrevista, realizada na residência de Lauro, teve Júlio Dutra como cinegrafista, que também fez a edição. Disponível no canal do Museu Esportivo de Maringá no YouTube.

7 de março – Bola autografada pela medalhista olímpica Sandra Pires é doada ao MEM pela ACIM. Paulo Lima, o vice-presidente de Esportes da ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá), entregou ao Museu Esportivo de Maringá uma bola de vôlei da marca Wilson com o autógrafo de Sandra Pires, jogadora de vôlei, que foi a primeira brasileira campeã olímpica. Sandra esteve em Maringá no dia 2 de dezembro de 2018 prestigiando o Prêmio ACIM Esportes e proferindo a palestra “Foco e superação”. Na oportunidade, ela assinou a bola que foi doada ao MEM no dia 7 de março. Sandra participou de três olimpíadas, conquistando ouro em Atlanta (1996) ao lado de Jacqueline Silva, e bronze em 2000, em Sidney, com Adriana Samuel. Ela foi a primeira mulher do Brasil a desfilar como porta-bandeira nos Jogos Olímpicos, em 2000, em Sidney, na Austrália. A ACIM tem sido uma das grandes colaboradoras do Museu Esportivo de Maringá, responsável por trazer importantes personalidades do esporte à nossa sede: os medalhistas olímpicos Emanuel, Vanderlei Cordeiro de Lima e Nalbert. Além da bola com o autógrafo de Sandra Pires, a ACIM doou ao MEM uma bola de basquete assinada por Oscar Schimit e outras duas com as rubricas dos ídolos do vôlei Emanuel (de praia) e Nalbert.



21 de abril – Troca de figurinhas da Copa do Mundo da Rússia no Museu Esportivo.

5 de maio – O campeão olímpico de vôlei Nalbert Bitencourt visitou o Museu Esportivo de Maringá, no dia 5 de maio, depois de ministrar palestra na ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá) com o tema “A jornada de um líder” e de participar do lançamento da 8ª edição dos Jogos dos Jovens Empreendedores do Paraná (Jojeps), O medalha de ouro em Atenas, em 2004, e tricampeão da Liga Mundial, conheceu todas dependências do Museu Esportivo de Maringá, conversou com os fãs e posou para fotos. A ida de Nalbert ao MEM se deve à ACIM. Em 2017, a parceria levou ao Museu Esportivo dois campeões olímpicos: Emanuel Rego e Vanderlei Cordeiro de Lima e outros atletas consagrados. Como havia ocorrido na visita de Emanuel, a providenciou uma bola de vôlei, que foi assinada por Nalbert e doada ao MEM.









20 de junho – Membros da Academia de Letras de Maringá promovem sarau no Museu Esportivo.










Junho e julho – Entrega dos kits da Viapar para os acertadores dos bolões, promovidos pelo Museu Esportivo, dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia.






7 de julho – O consagrado craque Zenon visitou o Museu Esportivo de Maringá. O seu amigo Joniel Piassa foi quem promoveu a visita. Nas quase duas horas em que permaneceu no MEM, Zenon autografou camisas, posou para fotos, falou sobre sua carreira e, no final, ainda participou do sorteio do 5º Bolão, promoção do Museu Esportivo, do jogo Brasil 1 x 2 Bélgica, em que os acertadores receberam brindes da Viapar. Numa das salas do MEM, onde estão expostas relíquias que contam a história do Grêmio de Esportes Maringá, Zenon aceitou vestir uma camisa da época em que ele atuou no Galo do Norte, no início da década de 1990, camisa que pertenceu ao saudoso meio-campista Cleber Gomes e que foi doada ao nosso Museu.











13 de julho – O nosso amigo Tião Rivelino levou o ex-jogador Picolé para conhecer o Museu Esportivo. Picolé jogou no Grêmio Maringá, Palmeiras, Athletico, Portuguesa Santista e Puebla, do México entre outras equipes.

15 de agosto – Inauguração da Exposição do Kaltoé – O Museu Esportivo recebeu esportistas, profissionais de imprensa e familiares e amigos de Luiz Carlos Altoé, o Kaltoé, no dia 14 de agosto, por ocasião da abertura da Exposição Kaltoé no Esporte. Foi um encontro de maringaenses de várias gerações para prestigiar a mostra que reúne dez trabalhos do artista publicados de 1975 a 2014, tendo o esporte como principal foco. Agradecemos o apoio dos amigos do MEM pela presença e da imprensa na divulgação do evento. Foi uma tarde-noite de muita emoção numa justa homenagem a este artista nascido em Maringá, que é reconhecido no país. As obras do Kaltoé ficarão permanentemente no Museu Esportivo de Maringá para que mais pessoas conheçam seu trabalho altamente criativo.










31 de agosto – Maringá Pyros e Tem Esporte no Museu Esportivo – Recebemos integrantes do Maringá Pyros, clube de futebol americano da cidade. Chico Aguiar, um dos incentivadores do projeto do MEM, diretor, relações públicas e assessor de imprensa do Maringá Pyros levou o presidente José Moura e o casal Farias: William, atleta da equipe e Jéssica, da assessoria. Com o grupo veio Gustavo Fuzario do portal TEM Esporte, dos amigos do MEM, Fábio Castaldelli e João Cláudio Fragoso, divulgadores do trabalho de resgate da memória esportiva que realizamos.






1º de outubro – Museu Esportivo de Maringá presente no aniversário de 7 anos da Confraria Amigos da Bola em Curitiba, evento que reuniu nomes consagrados do futebol brasileiro, no Restaurante Madalosso. Representando o MEM lá estiveram Antonio Roberto de Paula, Augusto Robélio de Paula, Valter de Souza e Luiz Henrique Zappa.






4 de outubro – Lançamento no Museu Esportivo do livro do ex-jogador Ciska, José Gonçalves de Oliveira, Um sonho realizado em três continentes.


1º de novembro – O vereador Onivaldo Barris, da Câmara Municipal de Maringá, apresentou, no dia 1º de novembro último, requerimento no Legislativo requerendo à Mesa Executiva que fosse oficiado ao Museu Esportivo de Maringá, na pessoa do seu diretor, Antonio Roberto de Paula, os cumprimentos pelo primeiro ano da instalação do MEM na avenida Pioneiro Domingos Salgueiro, 1415, Jardim Guaporé ocorrido no dia 30 de outubro de 2017. No requerimento, de número 1981/2018, Barris destacou que o MEM ‘foi erigido de forma independente e que realiza trabalho ímpar na preservação da história e da memória esportiva de Maringá, do Paraná e do Brasil, motivo de grande orgulho para o Município’.
No dia 12 de novembro, a Câmara Municipal de Maringá enviou a Antonio Roberto de Paula ofício do Legislativo, informando que o requerimento de Barris havia sido deferido por aquela Casa de Leis. O documento é assinado pelo presidente da Casa, Mário Hossokawa, e pelo 1º secretário, Sidnei Telles.



2 de novembro – Os diretores do Museu Esportivo de Maringá, Antonio Roberto de Paula e Simone Labegalini, estiveram no dia 2 de novembro na cidade paulista de Itapira conhecendo a estátua de Hideraldo Luís Bellini (1930-2014), capitão da seleção brasileira na Copa de 1958. O monumento, do escultor Clóvis Yamin, numa das entradas da cidade, na rua Armando Salles de Oliveira, é uma homenagem ao ilustre filho da terra, o primeiro capitão da seleção brasileira a erguer a taça Jules Rimet. A estátua, uma bela obra de arte, reproduz com grande semelhança a fisionomia de Bellini. De Paula e Simone foram até a central de informações da Secretaria Municipal de Turismo de Itapira, que funciona na praça onde está a estátua, em busca de informações sobre a obra e sobre a cidade. O material impresso recebido passa a fazer parte do Museu Esportivo de Maringá. O casal do MEM esteve na companhia dos familiares Rubens Labegalini, Adriana Villa Labegalini, Igor Labegalini e Maria Rita Labegalini participando do 3º Encontro dos Descendentes da Família Labegalini/Labigalini, na cidade de Monte Sião, em Minas Gerais.



7 de dezembro – Um dia memorável. Ademir da Guia no MEM graças aos amigos Ortílio Carlos Vieira, o Tilinho, e Carlos Mariucci, que abriram espaço na agenda do Divino para que ele conhecesse o Museu Esportivo. As dependências do MEM ficaram lotadas para cumprimentar, tirar fotos, fazer vídeos e obter autógrafos do grande ídolo da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Ademir da Guia no Museu Esportivo de Maringá
(Crônica de Antonio Roberto de Paula sobre a visita de Ademir da Guia, dia 7 de dezembro de 2018)
Na manhã do dia 5 de dezembro, uma quarta-feira, o Tilinho me ligou. Ele queria levar o Ademir da Guia ao Museu Esportivo de Maringá na sexta-feira (7). Lógico, claro! Topei na hora. Na sexta, a Maria Rita, afilhada minha e da Simone, tinha uma apresentação na escola dela em Jandaia do Sul, às 19 horas. Caramba, se for muito tarde não vai dar tempo de ver a Maria Rita. Expliquei para o Tilinho a situação, ele entendeu. Então marcamos para as 15 horas. Ele me disse que estava tudo certo, porém, só daria a certeza no dia seguinte, na quinta-feira.
Eu teria a quinta-feira e a manhã de sexta para divulgar a visita e chamar os amigos, principalmente os fanáticos palmeirenses. Minha lista de fanáticos palmeirenses é grande. Pouco tempo. Mas nunca perco o sono. Na quinta, por volta das 9 horas, o Tilinho confirmou: o Museu estava no roteiro do Ademir.
Ele esteve várias vezes em Maringá, mas eu não tinha ido a nenhum amistoso ou evento que ele tivesse participado. Agora, ele estava vindo para as comemorações dos 40 anos do Esporte Clube Operário da Vila Operária, do qual o Tilinho, o Ortilio Carlos Vieira, o cara que mais sabe sobre o futebol profissional de Maringá, é o presidente.
Na agenda dos festejos, jantares e um amistoso entre os veteranos da Sociedade Esportiva Palmeiras, com Ademir da Guia como maior estrela, e a rapaziada do Operário. E o Tilinho e o Mariucci, que também estava na organização do evento, incluíram a visita ao MEM na agenda do ídolo maior do Palmeiras. Fiquei muito grato e preocupado.
Agora precisava correr, ligar, postar no grupo Amigos do Museu Esportivo do Facebook e do WhatsApp. Almocei rapidamente para continuar divulgando e convidando.
Aí o celular toca. É o Mariucci. Falou sobre a entrevista coletiva para a imprensa do Ademir. Disse pra ele que seria no Museu às 14 horas, portanto, uma hora antes da chegada dos fãs.
Ele me pediu pra convidar os amigos da imprensa. Sem problema, deixa comigo! Não podia ser depois do encontro com os torcedores porque a entrevista poderia ser esticada até as 19 horas. Tinha a apresentação da Maria Rita, e a Simone e eu tínhamos que sair de Maringá, no máximo, às 18 horas.
Agora, além de torcedores palmeirenses, tenho que convidar o pessoal da imprensa. Mas, cá comigo, sabia que o Ademir é “pauta boa”, como a gente diz no jornalismo. Contava com isso, com fé em Deus. Mãos à obra. Até as 16 horas da quinta já tinha falado com muita gente, mas precisava falar com muito mais.
Aí aconteceu de receber três amigos doadores de relíquias ao Museu Esportivo: O Mauricio Azanha e o Oswaldo Fabeni de Oliveira, que foram levar duas camisas e uma bandeira do Grêmio Esportivo Brasil, de Pelotas-RS, doadas pelo Luiz Henrique Roza, morador de Joinville-SC, e o Angelo Rigon, que doou toda a coleção de fotografias, inclusive com os acrílicos, da exposição que fez em 2017, comemorativa aos 40 anos do título do Grêmio de Esportes Maringá. Para receber doações, até o Divino terrestre pode esperar.
À noite retornei o contato com os amigos. Na sexta de manhã, cedinho, postagens no Facebook e nos grupos do WhatsApp. Abastecemos a geladeira do MEM com garrafinhas d´água, demos uma geral nas dependências, a Simone ficou de fazer duas garrafas de café. O calor em Maringá é gigante assim como o gosto do povo pelo cafezinho. Falei com o Tilinho pelo celular. Perguntei se estava tudo certo. Ele, que já vinha postando fotos no avião, do Ademir e do Valtão, que também jogou no Palmeiras e sempre está com o Divino, me disse que iam almoçar próximo do Museu pra chegar no horário.
A Simone e eu fomos almoçar. Voltamos às 13h45. O Zé Alfredo e o Cabral, a pedido do Mariucci, já estavam esperando a gente pra colocar o banner dos patrocinadores na área externa, onde seria realizada a coletiva. Fui no computador procurar músicas do Palmeiras, do Palestra, hino do Palmeiras, cantos da Mancha Verde.
Temos duas caixinhas de som no Museu. Pensei: os corintianos não vão acreditar se disser isso pra eles, que estou no You Tube atrás de músicas do Palmeiras. Aliás, temos um grupo no WhatsApp só de corintianos. Quando fiz o convite por lá, respeitaram o Divino, mas sobraram piadas e leves críticas ao meu empenho. “Quando o Rivellino for ao Museu eu vou. Hoje, não”. Na verdade, só brincadeiras. Eles sabem que, para mim, o MEM está bem acima das paixões clubísticas.
Às 14 horas, a comitiva chegou. Temos pouco mais de um ano de Museu Esportivo de Maringá em um local fixo. Cada vez que recebemos uma personalidade do esporte é um tipo de emoção. Justamente na hora em que Ademir pisou na recepção veio o som do computador: “Quando surge o alviverde imponente…” Ademir puxou o coro e o grupo cantou alto: “No gramado em que a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente, que a dureza do prélio não tarda. E o Palmeiras no ardor da partida…”
Não cantei. Até porque não sei a letra. Mas senti uma intensa alegria. A gente estava recebendo o maior ídolo de um dos maiores clubes brasileiros em um espaço que a gente lutou muito para transformar em realidade o sonho maluco de alguns anos atrás. O Ademir da Guia naquela hora, assim como os ídolos brasileiros consagrados que nos deram a honra de visitar o Museu, os ex-profissionais que atuaram em Maringá e os muitos amigos do esporte amador, significava mais um importante passo para a consolidação desse projeto de resgate e homenagem.
Estávamos diante de uma pessoa de 76 anos que construiu uma história belíssima com a camisa alviverde, é o recordista de jogos, com 901, tendo conquistado cinco campeonatos brasileiros, cinco paulistas, um Rio-São Paulo e uma porção de torneios. Meu pai, falecido em 2006, me veio à mente. Era um fanático são-paulino e vivia discutindo com seu compadre Tula, de Engenheiro Beltrão, torcedor da Academia. Lembrei do velho e do grande amigo do meu pai, da minha infância, da família. Muitos pensamentos vêm visitar a gente nessas horas.
Naquela hora estávamos diante de uma lenda. Uma grande honra e um grande orgulho. Eu só me lembro que dei as boas-vindas. Nem prestei muito a atenção no que estava dizendo. Acho que nem o pessoal e nem o próprio Divino prestaram muita atenção. Essa paixão pela bola nos transporta para lugares maravilhosos.
Considero o MEM um lugar maravilhoso (modéstia às favas). Naquele momento era um local mágico, revestido da aura dos deuses do esporte. Tudo correu bem, otimamente bem. Cerca de cem pessoas compareceram. A imprensa fotografou, filmou e conversou com ele. Pessoal de jornal, rádio, TV e internet. Gosto de ouvir o repórter dizer: “Aqui, direto do Museu Esportivo de Maringá”. Disseram e escreveram.
Vi cenas emocionantes que só me tocaram bem mais tarde. Uma moça pediu para o Ademir assinar na bandeira do Palmeiras que ela havia trazido. Daí ela pediu para ele mandar uma mensagem para o avô enquanto gravava no celular. Daí ela fez selfie com o eterno craque. Quando todo mundo pensou que tinha acabado, ela pediu: “Posso dar um abraço no senhor?” Sim, pode, podia.
A emoção estava no ar. O Ademir é fino, educado, humilde, com a noção exata do que representa para o torcedor brasileiro e, em particular, para o palmeirense. E ele parou de jogou em 1977!!! Muitas outras cenas. O corintiano que levou o velho pai palmeirense que vestia a camisa do clube do coração, que o Ademir autografou. Rapazes, senhores, querendo fotos, autógrafos e, do nada, vinha o coro que o eterno ídolo também participava: “Decacampeão, decacampeão!”
Pacientemente, ele falava com a imprensa, posava para as fotos, assinava, gravava mensagens nos celulares para o pai de alguém, para o tio, para o amigo. Vi santistas, corintianos, flamenguistas. Ademir da Guia uniu, ainda que por breves momentos, todos em torno do seu nome, em torno do futebol. Fiquei com vergonha de pedir para o Ademir autografar o verso de vinte fotos dele que mandei revelar para presentear amigos historiadores de Londrina e de Curitiba. A Simone foi lá, pediu e ele foi assinando, assinando, assinando, com paciência. Uma letra cursiva, estilosa.
Eu me lembrei que temos no Museu um livro sobre o pai dele, o grande Domingos da Guia, o maior zagueiro do seu tempo. Pedi para ele autografar. Ele escreveu: “Uma bela história – Ademir da Guia”. Duas belas histórias.
Passava das 16 horas quando ele foi embora. Tinha que descansar. À noite, outra legião de fãs o aguardaria. Fiz um discursinho rápido de agradecimento. Acho que desta vez prestaram mais atenção porque, ao ver o rosto do pessoal, havia concordância e alergia.
Agradeci o Tilinho, o Mariucci. Tilinho me contou que, naquele dia, levou o Ademir na casa de seu avô, de mais de 90 anos, em Paiçandu. Foi fazer uma surpresa para o velho palmeirense. O neto disse que o avô chorou, não acreditou que o Divino estava na sua casa. A emoção foi tanta que o próprio Ademir, mesmo tão calejado com manifestações de carinho e apreço, também não se conteve. Tilinho não me contou, não perguntei, mas certeza que também chorou.
Saí do Museu com a Simone pouco depois das 17 horas. Havia um sentimento de gratidão a Deus e às pessoas. Não parava de falar. Ela me conhece quando estou acelerado. Acho que deixa eu falar pra descarregar tudo. Fica ouvindo, ouvindo, faz uma observaçãozinha aqui, ali. Tanta gente para agradecer…
Ninguém faz nada sozinho. Na semana seguinte, fui atrás das fotos que os amigos fizeram do evento e as publiquei. O Kaique Augusto (da equipe Pólen, do parceiro Ivan Amorim), o Odair Figueiredo tirou várias, o João Paulo Santos (algumas até publicadas no O Diário). Escolhi seis, revelei, coloquei em um quadro de moldura verde, lisa e discreta, e preguei numa das paredes da área externa do Museu. O certo é que este dia já está pregado na memória.
Você quer saber sobre a apresentação da Maria Rita? Tudo certo. Chegamos antes das 19 horas, levamos o Igor, irmão dela que estuda em Umuarama e pegou carona com a gente, encontramos o compadre-cunhado Rubinho Labegalini e a comadre Adriana na entrada do salão da igreja, e a Maria Rita fez, assim como as demais crianças, o lançamento de um livro com ilustrações. O título do livro dela (ganhamos um exemplar autografado pela autora) é “A Sereia Apaixonada”. Quem sabe é o pontapé inicial (eu falando de futebol de novo) de uma escritora.
Depois fomos para o clube de Marumbi, cidade onde moram os Labegalini. Lá, onde haveria um jantar, a nossa afilhada iria brilhar novamente: apresentação de final de ano da turma de Pilates. Eu, único corintiano, numa mesa só de palmeirenses. A Simone diz que é corintiana, pode até ser, mas a primeira coisa que disse ao cumprimentar o Ademir da Guia foi falar do seu saudoso pai Alberto: “Muito prazer, Ademir, meu pai era palmeirense.” Uma sexta-feira inesquecível cercado de verdes à tarde e à noite.
O compadre tinha levado uma garrafa de vinho pra mim, devidamente acomodada na geladeira da cozinha do clube. Não bebi. Levamos de volta pra casa dele. Era muita emoção para um dia só. No sábado, sim. Ergui a taça, brindei a vida e dei bons goles de agradecimento.







Dezembro – O talentoso designer gráfico Willian Vilela Ramos, amigo do MEM, cria artes para as camisetas personalizadas e canecas do Museu Esportivo. Os textos são de Antonio Roberto de Paula.










19 de dezembro – Show de Adriana André, filha do saudoso Custódio Jacaré, e Claudonel Duarte, nossos parceiros, em confraternização no Museu Esportivo.
